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© Sagração do Dia

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19
Jun22

vendo exemplares que nunca foram lidos..

Ana


tenho livros à venda. estão novos. espreitem aqui.

25
Mai22

surpresas boas e cerejas ao borralho

Ana

sob a luz do sol é tempo de caiar as paredes e as floreiras à entrada da casa. no terraço há um recanto à sombra de uma buganvília, que se estica toda cheia de folhas e flores. eu resguardo-me por aí, com uma taça de água e uma caixa de ração. estou como um lorde.

todos os anos, no bom tempo, a casa espanta o frio com a alvura da cal, o colorido das flores, as primeiras borboletas, o zumbido das abelhas. o mundo em festa. e eu? eu espreguiço-me e dou longos bocejos. como apraz a um elevado membro da nobreza.

os dias enchem-se de amizades (e a minha barriga de petiscos). a idade não perdoa o cansaço, mas a dona da casa é dos seres humanos mais simpáticos que conheço. deixa-me encher a cama dela de pêlo, inevitável apesar da aristocracia que me corre nas veias.

a herdade tem a casa em que vivemos os dois, na qual muitos se encontram para as refeições, e dois espaçosos bangalós onde conheço pessoas novas todo o ano. agora os campos estão pincelados de papoilas e margaridas. no Dia da Espiga há quem colha ramos alegres.

se lhes ponho os dentes, perco a compostura. não sou um rafeiro qualquer, tenho sangue azul. mas é mais forte que tudo! ainda estou para entender como é que, uma apaixonada por gatos, adoptou um cachorro, na velhice. o coração tem deveras razões que a razão desconhece.

16
Mai22

os Desafios da Abelha | Era uma vez..

Ana

os Desafios da Abelha

 

Misaki tinha dezasseis anos quando o pai a vendeu ao homem que se tornou seu marido. o pai pediu-lhe desculpa mas precisava do dinheiro para a loja da família não ir à falência. ela compreendeu e aceitou. tinha planeado partir com a sua melhor amiga para viver num mosteiro budista, era a única alternativa para não ser vendida. Misaki sabia que a falência da loja seria a desonra da família, que tinha mestria no ofício há muitas gerações. o problema é que o pai trabalhava fiado.

quando os conterrâneos souberam da partida de Misaki vieram à loja pagar o pouco que podiam, para que a filha do patrão tivesse um dote. casaram na aldeia e junto com os votos do noivo e da noiva, Misaki fez questão que o pai prometesse que nunca mais trabalhava fiado, para não ter de vender mais nenhuma filha. o pai anuiu e cumpriu até ao fim dos seus dias. a irmã de Misaki acabou assumindo o negócio ao lado do pai e era tão exímia que vinham forasteiros pagar pelo excelente serviço.

o marido de Misaki era um homem bom. contratou um tutor para que a mulher soubesse ler e escrever. e, para surpresa da jovem, fez tudo para a ver feliz.

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