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© Sagração do Dia

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28
Jan24

conta a história da tua vida como se fosses uma abelha

Ana

a historia da tua vida como se fosses uma abelhaPARA A MARIANA


nasci num vale rico em água e flora, perto do mar. as minhas primeiras memórias são do aroma a maresia na colmeia. a minha mãe diz que sou uma princesa porque ela é rainha. diz isto a todas nós mas, diz de uma maneira que nos faz sentir únicas. a minha especialização é sair da colmeia antes do dia de trabalho começar e encontrar os lugares com melhor néctar. sou uma espécie de jornalista, a divulgar as notícias antecipadamente, para o dia ser o mais produtivo. pertenço a um batalhão pequeno mas muito eficiente. houve um período em que um zangão andou a assediar-nos e fazia-nos perder tempo precioso. nós ficámos com stress crónico, mais conhecido como burnout. a rainha teve de interferir e o batalhão a que pertenço foi escalado para cuidar do berçário. e monitorizar os primeiros voos das abelhinhas, para que não se magoem. agora estou reformada e vivo na colmeia, protegida pela minha mãe. passo os dias entre o meu casulo e os verdes campos. quando os humanos fazem piqueniques é um regalo. assim vou vivendo um dia de cada vez.

02
Jul22

os Desafios da Abelha | Conta a História desta Ilustração

Ana

© Laura Agusti

quando a gata e Christie entram em simbiose, a energia do relacionamento, que ambas acarinham, ganha a forma de uma mulher com um rosto felino. na verdade a gata e Christie estão sentadas na sua poltrona preferida, aninhadas uma na outra, no jardim interior da casa. Christie adora ler nesta simbiose pois os seus olhos são mais precisos e o cérebro fica mais desperto. a energia do relacionamento é tão serena que os colibris vêm colher o néctar das flores confiantes na segurança do jardim. esta simbiose só se torna tangível graças à magia da poltrona, construída pelos elfos e oferecida à avó de Christie.

16
Mai22

os Desafios da Abelha | Era uma vez..

Ana

os Desafios da Abelha

 

Misaki tinha dezasseis anos quando o pai a vendeu ao homem que se tornou seu marido. o pai pediu-lhe desculpa mas precisava do dinheiro para a loja da família não ir à falência. ela compreendeu e aceitou. tinha planeado partir com a sua melhor amiga para viver num mosteiro budista, era a única alternativa para não ser vendida. Misaki sabia que a falência da loja seria a desonra da família, que tinha mestria no ofício há muitas gerações. o problema é que o pai trabalhava fiado.

quando os conterrâneos souberam da partida de Misaki vieram à loja pagar o pouco que podiam, para que a filha do patrão tivesse um dote. casaram na aldeia e junto com os votos do noivo e da noiva, Misaki fez questão que o pai prometesse que nunca mais trabalhava fiado, para não ter de vender mais nenhuma filha. o pai anuiu e cumpriu até ao fim dos seus dias. a irmã de Misaki acabou assumindo o negócio ao lado do pai e era tão exímia que vinham forasteiros pagar pelo excelente serviço.

o marido de Misaki era um homem bom. contratou um tutor para que a mulher soubesse ler e escrever. e, para surpresa da jovem, fez tudo para a ver feliz.

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